Esse blog nasceu da necessidade de poder falar ao mundo o que sente as mulheres portadoras de câncer de mama,que na verdade além de medos e insegurança temos força , coragem e muita fibra para vencer essa batalha!!! Aqui podemos falar de tudo,até mesmo xingar quando isso te fizer feliz!!!
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
INGLATERRA X 1.QUIMIO
Essa foto tirei a um ano atrás, quando cheguei na Inglaterra, e hoje era para eu estar lá novamente, mas Deus reservou um destino diferente para mim, mas graças a Ele um destino assustador, porem sei que terá fim, tenho sorte de ter descoberto meu câncer no começo, e de poder me tratar no melhor centro de quimioterapia de Campinas com os melhores médicos, que diga-se de passagem são anjinhos que o amigo la de cima coloca na nossa vida. Mas logo estarei embarcando com meu amor de peito novo, hshshsh.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Cardio-oncologia
Print version ISSN 0066-782X
Arq. Bras. Cardiol. vol.96 no.2 supl.1 São Paulo 2011
I Diretriz Brasileira de Cardio-Oncologia da Sociedade Brasileira de Cardiologia
1. Introdução
As doenças cardiovasculares nos pacientes com câncer são eventos cada vez mais frequentes, em decorrência de avanços na terapêutica oncológica que resultaram tanto na melhora da qualidade de vida como no aumento da sobrevida dos pacientes1. Nas últimas décadas, os progressos no tratamento oncológico resultaram também na maior exposição dos pacientes a fatores de risco cardiovasculares e à quimioterapia com potencial de cardiotoxicidade2,3.
Atualmente, observa-se uma mudança no paradigma em relação ao prognóstico do paciente oncológico, que passa a ser visto como um portador de uma doença crônica que ao longo de sua evolução pode apresentar descompensações agudas, como as manifestações cardiovasculares4.
A colaboração e a interação das Disciplinas de Cardiologia e Oncologia têm contribuído para reduzir os efeitos adversos cardiovasculares e obter melhores resultados no tratamento do paciente com câncer. Em janeiro de 2009, a Sociedade Internacional de Cardio-Oncologia foi criada, tendo como objetivo unir a Cardiologia e a Oncologia para promover o cuidado adequado ao paciente oncológico1. A meta principal dessa fusão é promover a prevenção, o diagnóstico adequado e o tratamento das doenças cardiovasculares nesse grupo de pacientes, permitindo que estejam em condições ideais para receber o tratamento oncológico específico.
A Sociedade Brasileira de Cardiologia e a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, com o objetivo de enfatizar a importância da abordagem racional das complicações cardiovasculares no paciente oncológico, reuniram um grupo de especialistas para investigar novas estratégias e propor recomendações baseadas em evidências e desenvolver o cuidado multidisciplinar que permitirão o manejo adequado dessa categoria crescente de pacientes.
A I Diretriz Brasileira de Cardio-Oncologia tem como metas:
1) Desmistificar a visão da doença cardíaca como uma barreira ao tratamento efetivo do paciente com câncer.
2) Prevenir e reduzir os riscos da cardiotoxicidade do tratamento.
3) Promover a interação das duas especialidades (Cardiologia e Oncologia) para obter a melhor estratégia terapêutica para o paciente, considerando riscos e benefícios do tratamento.
4) Propor a unificação de terminologias e definições das complicações cardiovasculares no paciente com câncer, com o objetivo de homogeneizar a assistência e a pesquisa.
5) Divulgar as evidências disponíveis em relação às complicações cardiovasculares no paciente oncológico.
6) Disseminar recomendações práticas para a monitorização da função cardiovascular antes, durante e após o tratamento do paciente.
7) Estimular a pesquisa e o conhecimento na área de Cardio-Oncologia.
Seguem as classes de recomendação e níveis de evidência utilizados por esta diretriz.
Classes de recomendação
Classe I - Consenso sobre a indicação do procedimento/tratamento.
Classe IIa - Evidências favorecem a indicação do procedimento/tratamento.
Classe IIb - Evidências não favorecem a indicação do procedimento/tratamento.
Classe III - Não indicado o procedimento/tratamento.
Níveis de evidência
A) Dados obtidos a partir de estudos randomizados ou metanálises de grandes estudos randomizados;
B) Dados obtidos de um único ensaio clínico randomizado ou vários estudos não randomizados;
C) Dados obtidos de estudos que incluíram uma casuística e dados obtidos do consenso e de opiniões de especialistas.
AOS 3 TESOUROS DA MINHA VIDA
Amor, Malu e João, faz 10 minutos que estou parada aqui em frente ao computador buscando palavras para vocês, mas de repente senti um cheiro dos deuses vindo da cozinha, era uma mistura de amor, carinho, dedicação, responsabilidade, em fim uma mistura de coisa boa, que pensei e o cheirinho dos meus tesouros, que mesmo estando longe de mim nesse momento está aqui, tão presente. Filha obrigado por dedicar os seus momentos de descanso cuidando de mim, fazendo comidinha que por sinal esta maravilhosa, João que me afaga com seus cafunés no cabelo me fazendo dormir, e meu Amor que cuida de mim, penteia meus cabelos, me estende a mão em tudo o seu olhar me alimenta sabia? Amo vocês e que tenho para dizer!
Bijocas Mami
Agradecimento
Como disse em postagens anteriores tenho alguns anjos em Araras, e Deus ontem me mandou mais 3 anjos :Ana Cláudia, minha amiga fisioterapeuta mãos de fadas , que me trouxe além de seu carinho o alivio das minhas tensões musculares. Kelen que chegou com seu sorisso gigante e maravilhoso para me fazer companhia, e ainda me trouxe lanchinho da tarde e sopinha, hum que delicia que estava, a Katia me trouxe salada de frutas, que esta uma delicia e por sinal estou me deliciando agora, Silmara chegou elegante como sempre com uma torta dos Deuses, quentinha( por falar nisso meninas aguardo vocês para me ajudar com todas essas guloseimas), Bel e Leda vieram com pãozinho e a bolsa de água quente recheada de amor para aliviar minhas dores. Não posso deixar de dizer dos meus familiares(Mami, Papi, Fla, Lú, Gigi, Marli, Sandro, Iva, Sandra) que me ligam a todos os dias me fazendo sentir, mesmo estando longe o carinho e o cheiro bom de família, amo vocês!!!!
Deus obrigado por me dar tantos anjos
Deus obrigado por me dar tantos anjos
SEGUINDO EM FRENTE
A Vida é um Desafio
Sabendo que a vida é um verdadeiro desafio o apóstolo Paulo disse: " Aprendi a viver alegre em toda e qualquer situaçãoEle sabia que estava sujeito a tudo, tanto a coisas boas, como a coisas ruins, mas aprendeu a viver com paz no coração, não se deixando abater pelas circunstâncias.
O Apóstolo Paulo estava preparado para o desafio da vida. E você? Está preparado? Abaixo estão alguns passos que o fará viver em segurança em qualquer situação:
1 - Busque a presença de Deus, dentro de você mesmo, rendendo-se a ele.
2 - Viva um dia de cada vez
3 - Aprenda a agradecer por tudo
4 - Caminhe firmemente em busca de seu objetivo
5 - Seja uma pessoa de ação
6 - Procure "voar" mais alto
7 - Não se desespere em momento algum...
A vida é realmente dura, mas Deus tem recursos suficientes para nos fazer viver da melhor maneira possível.
(Pr. Edilson Ramos)
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
MAIS UM ARTIGO SOBRE WEB
Axillary Web Syndrome/Cording
Above Photo Permission of Roger E. Moe, M.D.
A Patient's Story
My story of axillary web syndrome: Ten days after my lumpectomy and sentinel node biopsy, I noticed that my arm hurt. It felt like there were tight cords in my arm, and they hurt and tightened up, and I couldn't reach my arm out without pain that ran all the way down to my hand. It hurt to hold a pen in my hand. I looked in the mirror, with my arms pulled away from my body and saw a cord-a raised ropey area-in my armpit.
I was being treated in a lymphedema clinic staffed my massage therapists, and although I didn't have lymphedema, it was the pain that caused me to ask for the referral. Unfortunately, they didn't know how to treat axillary web syndrome, and the supervisor had never heard of it.I found a Physical Therapist who was familiar with Cording and Axillary Web Syndrome, and she agreed that I had multiple cords that started in my arm pit (where I had a seroma) and traveled down my arm, crossed over my elbow and ended at my thumb, although I could feel them in my palm. She taught me some stretches and did some scar massage. I was in the acute inflammatory phase.
I read the medical literature and talked to my surgeon and they all told me it would go away on its own, and there was no risk of lymphedema.
But, I was bitten by an insect, right in the area of my arm where the cords ran, and my hand swelled up the next day, and that localized swelling below my thumb and into my index finger has never resolved.
I did my stretches and the webs stopped forming, and in about two months, they were soft. But, if I put traction on my sentinel node biopsy scar, two webs would pop up, and if I was too physically active, the elbow webs would come out again.
The webs felt like piano wires.
Finally, 6 months after surgery, I re-contacted the initial physical therapist and was referred to a specialist Physical Therapist who had extensive training in lymphedema and axillary web syndrome, cording, and we've been working on releasing the webs ever since.
Here is a picture of my arm, 6 months after surgery, when my axillary web syndrome was supposed to have resolved.Below a picture of cord extending past the elbow to the lower arm:
Photo permission of Elisabeth Josenhans, Physiotherapist Kunhardtstr 4 20249 Hamburg
Below a picture of Axillary web syndrome in arm
Photo permission of Elisabeth Josenhans, Physiotherapist Kunhardtstr 4 20249 Hamburg Below a picture of Axillary web syndrome in Axilla
Photo permission of Elisabeth Josenhans, Physiotherapist Kunhardtstr 4 20249 Hamburg
Axillary web syndrome is a common complication that occurs when there is trauma to the lymph nodes in the axilla--usually after surgery to remove lymph nodes. It has been studied and the cords/webs have been found to be thrombosed lymphatic vessels. The cording can be located just in the arm pit/axilla area, or it can spread down the arm, all the way to the thumb and onto the chest.
Axillary webs look like cords, and the symptoms are pain and tightness, and limitation of movement.
There have been only a handful of medical studies, all of which are observational, and they have all concluded that the syndrome and the webs are self-limiting, and go away in 90 days or less. They also concluded that axillary web syndrome put patients at no higher risk of lymphedema.
However, physical therapists who treat patients with axillary webs have found that webbing can persist for years. And the International Consensus Guidelines on Best Practices for Lymphedema have concluded that axillary web syndrome is a risk factor for lymphedema.
A recent study that demonstrated the benefit of early PT in preventing lymphedema in patients with axillary dissection noted that the majority of women with axillary web syndrome who developed 3-4 weeks after surgery developed lymphedema: 12 out of 18 women. The women with AWS were treated with manual lymph drainage and stretching.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20068255 (the full text of the article is free in pubmed central) http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2806631/?tool=pubmed
They wrote:
We also found that 12 of the 18 women who developed secondary lymphoedema had axillary web syndrome during the second and third week after surgery. The axillary web syndrome is a known but poorly studied complication of surgery.54 61 62 No study has shown any link between the axillary web syndrome and the onset of secondary lymphoedema. We and others32 50 suggest that the axillary web syndrome may be a sign of injury to the lymphatic system and it could produce a lymphatic overload as a result of failure of the lymphatic system. This overload, together with other factors, could be responsible for the onset of secondary lymphoedema
So:
Cording is common
It may go away on its own, or it may persist for years
Cording is associated with the risk or development of lymphedema
Treatment of cording involves stretching and scar release, and is best done with the assistance of a skilled PT who is trained in lymphedema therapy as well
Cording causes pain and limitation of movement of the shoulder
Cording usually shows up in the first 8 weeks after surgery, but can show up years later
The past assumption that cording was a self limited syndrome and would resolve on its own with no risk for lymphedema has been shown to be inaccurate: it is a risk for lymphedema, and some cords persist for years without treatment
Jane M. Kepics, MS, PT, CLT-LANA, has studied and published on the treatment of axillary web syndrome for years, and recently updated her article and published it on the Vodder site:
http://www.vodderschool.com/treatment_of_axillary_web_syndrome
Her abstract states:
Axillary web syndrome (AWS) is a painful and functionally limiting complication of breast cancer treatment most likely due to lymphatic thrombosis after lymph node resection. Patients describe cord-like structures in the axilla extending into the distal arm causing pain, limited shoulder ROM and functional compromise. Medical literature claims that AWS is self limiting, resolving in 2-3 months regardless of treatment.
Physical therapists challenge that claim, suggesting that when untreated, pain and disability can last for years. Early rehabilitation intervention is advocated to reduce pain, normalize ROM and return to premorbid function.
Until recently, information regarding the signs and symptoms of AWS was limited and treatment documentation was virtually nonexistent. The purpose of this case report is to describe the clinical problems associated with AWS, to discuss the need for early rehabilitation intervention and to describe the use of manual treatment techniques to treat a patient with AWS after axillary lymph node surgery.
Kepics initial article in Rehabilitation Oncology is available on the web, and is an excellent reference:
http://findarticles.com/p/articles/mi_qa3946/is_200401/ai_n9370189/pg_1?tag=artBody;col1
In the book Lymphedema, by Jeannie Burt and Gwen White, they state that axillary web syndrome is extremely common with 6% of patients developing some symptoms in the first week after surgery and 95% of patients having some elements of webbing by 8 weeks post op. (p91) Some patients will develop cording long after surgery, or have recurrent bouts of it.
Jodi Winicour, PT, CMT, CLT-LANA a lymphedema certification and Breast Cancer Rehabilitation instructor at Klose Training and Consulting, has reviewed the limited research about axillary web syndrome extensively. She has concluded that the cording may influence the development of lymphedema. Her studies reveal that the cause of the cording is likely inflammation after injury to the lymphatics which causes clotting and scarring in the lymphatic vessels.
There is an acute phase, which is more painful, and a more chronic phase, where the pain resolves and the cords soften. There is often some element of vein thrombosis involved as well. She reviewed the pathology seen in the various studies, and thrombosed lymph vessels, some with inflammation that extends into nearby fatty tissue, and some inflamed veins are all components of the cords. There has been talk in the literature about "popping" the cords, and she raises the question of what exactly is being torn. She concludes that cording may influence the associated lymphedema in the area of the cords, and that lymphedema will not typically resolve until the cords are gently treated.
Elisabeth Josenhans a Physiotherapist who practices in Hamburg, Germany has published a study, Physiotherapeutic treatment for axillary cord formation following breast cancer surgery in 2007, after discovering that axillary web syndrome was essentially unstudied, and the general recommendation was to avoid any manual manipulation of the cords because of concern about causing lymphedema. She studied and treated 123 patients who had axillary cord formation after breast cancer surgery. One of her patients had surgical removal of the cord, and she was able to identify that the cord was a fibrotic lymph vessel.
Her treatments consisted of discovering the "anchoring" of the cord at its origin (normally at the scar in the armpit or the mastectomy scar) and then carefully manipulating the point of fixation. Also she stretches the cord with manual techniques.
She also utilized scar stretching, myofascial release and other techniques, as well as teaching the patients home exercises. Patients were treated several times a week.
Her treatment resulted in dramatically increased shoulder mobility in 90% of the patients, and cord elimination in 94% of patients. In patients who had lymphedema at the start of therapy, they were treated cautiously and with lymphatic drainage. No patient developed lymphedema due to treatment. Here are photographs of before and after treatments. (Click on thumbnails below for full size photographs.) Ms. Josenhans has been extremely generous and allowed a link to her full article in English and has provided videos that can be viewed by therapists. (Therapists, please contact us for information on viewing these videos.)
Photos permission of Elisabeth Josenhans, Physiotherapist Kunhardtstr 4 20249 Hamburg Tel. +49(0)40/4802703
Post operative considerations: as the lymphatic vessels are fragile and the time for them to heal is limited, it is recommended that you do not put too much stress and stretch on the tissues of the axilla. A recent lecture at the NLN conference on AWS recommended that for the first 10 days after surgery the arm not be elevated above shoulder level. You can use your arm to brush your teeth and hair, but try to avoid any stretch through the arm pit/axilla. Anectodately, a national expert commented that women who are doing overhead stretches early after surgery seem to form axillary seromas and more axillary webbing. The lymphatics in the axilla are stretched during axillary surgery, especially sentinel node biopsy, and they are fragile and have limited capacity to heal. So, not stressing the area after surgery allows for better lymphatic healing of surgically disrupted tissues.
So, how do you treat the cords? Self-management involves stretching the shoulder and arm, and with the arm supported on pillows and held away from the body, applying gentle traction on the skin of the arm pit and upper arm. Physical therapy of axillary web involves myofascial release, stretching of the webs and teaching the patient a specific home care program for stretching and releasing the webs.
No one has definitely studied how axillary web/cording, resolves. Do the lymphatics open up again (re-canalize) or do new lymphatics form?
It is clear that few patients are given information about cording, and probably even fewer are treated--especially if most women develop some cording after surgery.
So, if you develop cording that is obvious, painful and limits your motion of your arm, the best treatment is to stretch your shoulder at home, overhead stretches are good, and to get evaluated and treated by a Physical Therapist who is trained in Lymphedema Care.
Please remember that stretching should be limited in the initial post-operative period to avoid additional trauma to the axilla/arm pit, and to allow the delicate lymphatics to heal. When in doubt if it is "safe" to start stretching, please consult with your surgeon and, if needed, a physical therapist who is well trained in lymphedema and management of axillary web syndrome.
Please refer to the following links for additional information.
Axillary web syndrome after axillary dissection, Moskovitz AH, Anderson BO, Yeung RS, Byrd DR, Lawton TJ, Moe RE.
http://findarticles.com/p/articles/mi_qa3946/is_200401/ai_n9370189/pg_1?tag=artBody;col1
http://www.vodderschool.com/treatment_of_axillary_web_syndrome
Josenhans E. Physiotherapeutic treatment for axillary cord formation following breast cancer surgery. Pt_Zeitschrift für Physiotherapeuten. 2007; 59 (9): 868 - 878.
Artigo sobre WEB SYNDROME OU SINDROME DO CORDÃO AXILAR
Artigo
SÍNDROME DO CORDÃO AXILAR/
AXILLARY WEB SYNDROME
Camila Zanoni, Iara Rodrigues
Este texto faz parte do artigo, Síndrome do cordão axilar após estadiamento axilar na linfodenectomia e após linfonodo sentinela, realizado com as pacientes que passaram por procedimento cirúrgico acompanhadas na CliniOnco entre o ano de 2009.
A cirurgia de câncer de mama tem por objetivo promover o controle local, com a remoção mecânica de todas as células malignas presentes junto ao câncer primário. O estadiamento cirúrgico da axila é importante para avaliação do prognóstico, no que se refere à recidiva local e à distância, e orienta a terapêutica complementar1. Esta abordagem cirúrgica tem se modificado ao longo dos anos para poder oferecer a mínima intervenção que garanta o controle da doença, tomando o cuidado de sempre limitar as morbidades e preservar a qualidade de vida.
Entre as morbidades do membro superior que podem aparecer pós cirurgia do câncer de mama está a Axillary Web Syndrome/ Síndrome do Cordão Axilar (SCA), que se enquadra dentro das complicações para a recuperação das mulheres que enfrentam o processo reabilitação, sendo ainda uma incógnita o seu surgimento e seu diagnóstico preciso.
A Síndrome do Cordão Axilar (SCA) é uma complicação ainda pouco conhecida, podendo aparecer entre a segunda e a terceira semana pós-operatória1. É considerada uma variante da Síndrome de Mondor, que se caracteriza por uma tromboflebite das veias superficiais da parede torácica2. Por se localizar na axila recebe o nome de Síndrome do Cordão Axilar, freqüentemente encontrado após os dois tipos de estadiamento axilar, a Linfodectomia Total e também após a Biópsia do Linfonodo Sentinela3.
Leidenius4 comparou em sua pesquisa as duas formas de estadiamento axilar e o aparecimento da Síndrome do Cordão Axilar. Encontrou uma incidência de 20% entre as 49 pacientes que se submeteram ao linfonodo sentinela e uma de incidência de 72% entre os 36 pacientes que se submeteram a esvaziamento axilar.
Silva1 relata que o posicionamento da paciente durante a axilectomia e a retração tecidual causada na cirurgia são as possíveis causas da formação de coágulos de fibrina nas veias superficiais e capilares linfáticos, que compõem esta rede. Já Moskovitz5, supõe que a SCA resulta da ruptura de vasos linfáticos superficiais e vasos durante a cirurgia axilar.
Segundo Leidenius4, o critério para o diagnóstico da SCA é a presença de cordões palpáveis na pele visíveis na axila com o ombro em abdução máxima associada ou não a dor ou restrição de movimento.
Mesmo com relatos na literatura3,4,5,6 que esta morbidade regride em 3 ou 4 meses, são meses que a paciente passa com imobilidade da articulação do ombro podendo ocasionar outras complicações mais específicas, como, uma retração da capsula articular, que pode causar uma limitação do arco de movimento passivo do ombro associado à dor, por exemplo7.
A fisioterapia tem como objetivo combater as retrações dolorosas dos vasos8, com técnicas manuais e com o auxílio medicamentoso via oral9. Em um estudo realizado por Fourie10, não foi encontrado resultado na administração de drogas não esteroidais anti-inflamatórias. Já a utilização de exercícios ativos de amplitude de movimento, técnicas de alongamento dos tecidos moles e descolamento miofascial dos tecidos, foram benéficos para a regressão dos cordões axilares. Como relata o mesmo autor o tratamento para a SCA está ainda fragmentado e insuficiente de informações, sem uma explicação clara da sua fisiopatologia, só se pode especular sobre sua causa e seu possível tratamento10.
REFERÊNCIAS
1. SILVA, M. P.; SIMONI, F. C.; OLIVEIRA, R. R. Comparação das morbidades pós-operatórias em mulheres submetidas à linfadenectomia axilar e biópsia do linfonodo sentinela por câncer de mama – Revisão de literatura. Rev. Bras. Cancerologia 2008; 54(2): 185-192
2. FAUCZ, R. A.; HIDALGO, R. T.; FAUCZ, R. S. Doença de mondor: achados mamográficos e ultra-sonográficos. Radiol. Bras. 2005; 38(2):153-155
3. CRAYTHORNE, E.; BENTOM, E. MACFARLANE. S. Axillary web syndrome or cording, a variant of mondor disease, following axillary surgery. Arch. Dermatol/vol 145 (no.10). Oct. 2009
4. LEIDENIUS, M.; LEPPÄNEN, E.; KROGERUS, L. Motion restriction and axillary web syndrome after sentinel node biopsy and axillary clearance in breast cancer. The American Journal of Surgery 185 (2003) 127-130
5. MOSKOVITZ, A. H.; ANDERSON, B. O.; YEUNG, R. S. Axillary web syndrome after axillary dissection. The American Journal of surgery 181 (2001) 434-439
6. TILLEY, A.; MACLEAN, R.; KWAN W.; Lymphatic cording or axillary web syndrome after breast cancer surgery. Can J Surg, Vol. 52, No. 4, August 2009.
7. SILVA, I. R.O impacto das orientações ergonômicas e o tratamento fisioterapêutico das mulheres pós-cirúrgicas de câncer de mama que retornam ao trabalho. 2003. 126f Dissertação (Mestrado Profissionalizante em Engenharia) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul. [2003].
8. CAMARGO, M.C.; MARX, A.G. Reabilitação física no câncer de mama. São Paulo: Ed Roca, 2000.
9. CHEVILLE, A.; TCHOU J. Barriers to rehabilitation following surgery for primary breast cancer. Journal of surgical oncology 2007;95:409-418
10. FOURIE, W.J.; ROBB, K.A. Physiotherapy management of axillary web syndrome following breast cancer treatment: Discussing the use of soft tissue techniques. Physiotherapy 95 (2009) 314-320.
Postado por Iara Rodrigues da Silva
WEB SINDROME, VOCÊ SABE O QUE É?
Ontem descobri que desenvolvi WEB SYDROME, OU MAIS CONHECIDA COMO SINDROME DO CORDÃO AXILAR, nunca tinha ouvido falar, por isso resolvi postar esse artigo , diga-se de passagem muito pouco informação ainda sobre essa complicação pós operatória. Devido a essa síndrome tenho muitas dores, mas que logo sumiram com ajuda da Dra. Marcela (fisioterapeuta e supervisora serviço de fisioterapia oncologica da UNICAMP e da MASTOCAMP, ). E por falar em MASTOCAMP, quero aqui deixar a minha gratidão a esse lugar, que não é simplesmente uma clínica é um pedacinho do Céu pois la só tem anjo, que nos acolhe desde o primeiro momento que la pisamos, Dr. César Cabelo e toda sua equipe muito bem informada e preparada nessa área não sabem o que fazer para tornar esse momento tão dificíl em nossas vidas o mais suave possível.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Meu irmão querido
Meu lindo, como é bom ter você como irmão, saber que todas as manhãs posso escutar sua voz me animando e me fazendo sorrir. Tenho orgulho de você, pela sua coragem, pela sua persistência, sempre ouvi dizer que os grandes homens são construídos pela persistencia em sempre acertar e você é prova viva disso, por isso me espelho em você!!!!
Te amo muitão
terça-feira, 2 de agosto de 2011
MEUS ANJOS PROTETORES DE ARARAS
Celebro a vida todos os dias, brindo com Deus a oportunidade de viver nessa cidade (Araras), todos os dias, pois aqui chegamos a dez anos sem conhecer ninguém e aos poucos fomos nos enturmando, amigos vieram e se foram como a poeira do deserto, mas muitos permaneceram firmes como rocha, e graças a Deus fomos abençoados com nossos amigos. Com a minha doença pude perceber que eles são nossos anjos, pois me acolhem , me fazem sorrir nos momentos de dor, me fazem comida e até me dão banho, confortam meu marido e meus filhos não sabem o que fazer para nos ajudar. A vocês minhas amigas(Bel, Leda, Ro, Katia, Sandra e Maria Rosa), que desde o início dessa jornada caminham comigo, dedicam parte do seu dia para cuidar de mim, cada uma com seu jeito especial chega trazendo o aconchego que preciso, como diz o Abrão a minha divida só aumenta com vocês, e sei que vocês estarão comigo sempre amo vocês!!!!!!
Cântico da Esperança
Não peça nunca
para se ver livre de perigos,
mas coragem para afrontá-los.
Não queira que se apaguem
as suas dores,
mas que saiba dominá-las
no seu coração.
Não procure só amigos
no campo da batalha da vida,
mas ter forças dentro de voce.
Não deseje ansiosamente
ser salvo,
mas ter esperança
para conquistar pacientemente
a sua liberdade.
Não seja tão covarde,
O Senhor, deseje a tua misericórdia
e o seu triunfo,
e aperta a tua mão
no seu fracasso!
Rabindranath Tagore, in "O Coração da Primavera"
Tradução de Manuel Simões Tema(s): Esperança
para se ver livre de perigos,
mas coragem para afrontá-los.
Não queira que se apaguem
as suas dores,
mas que saiba dominá-las
no seu coração.
Não procure só amigos
no campo da batalha da vida,
mas ter forças dentro de voce.
Não deseje ansiosamente
ser salvo,
mas ter esperança
para conquistar pacientemente
a sua liberdade.
Não seja tão covarde,
O Senhor, deseje a tua misericórdia
e o seu triunfo,
e aperta a tua mão
no seu fracasso!
Rabindranath Tagore, in "O Coração da Primavera"
Tradução de Manuel Simões Tema(s): Esperança
Absurdo
Bruno Paes Manso - O Estado de S.Paulo
A Prefeitura de São Paulo está pagando a uma organização social (OS) por serviços de diagnóstico por imagem em quatro unidades de saúde municipais da zona sul mesmo quando os exames não são feitos. Em apenas uma unidade, a fila de espera por um tipo de exame (mamografia) é de quase quatro meses.
.jpg)
A Fundação Instituto de Pesquisa e Diagnóstico (Fidi) - organização social (OS) ligada à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) - também faz diagnóstico por imagem em outras quatro regiões da cidade: zonas centro, oeste, leste e sudeste. O Tribunal de Contas do Município (TCM), porém, já apontou em auditorias a necessidade de a Prefeitura melhorar a gestão do agendamento de pacientes na zona sul - onde o gargalo é nitidamente maior.
Naquela região, a Fidi presta serviços no Hospital Municipal do Campo Limpo, Centro de Referência de Santo Amaro, Ambulatório de Especialidades do Jardim Pirajussara e Unidade Básica de Saúde Jardim Macedônia.
No ano passado, por exemplo, a OS recebeu recursos para a realização de 27,9 mil exames de mamografia nos quatro centros, meta que estava estabelecida no contrato, mas só conseguiu fazer 16,4 mil exames - 59% do previsto. A situação se repete no caso dos exames de ressonância magnética, cuja previsão era de 10,4 mil exames. Entretanto, só foram feitos 6,8 mil exames (65%). Em todos os casos, a OS foi remunerada pela meta previamente definida. A Fidi recebeu da Prefeitura R$ 14,97 milhões entre fevereiro do ano passado e maio deste ano.
Só no Hospital Campo Limpo, segundo auditoria feita em novembro de 2010 a pedido do TCM, a fila de espera para os exames de mamografia era de 114 dias. Um mapeamento feito pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), a cidade de São Paulo fica em terceiro lugar entre as 27 capitais com maior incidência de câncer de mama em mulheres, com 89,9 casos a cada 100 mil mulheres, atrás de Porto Alegre e Rio .
Outros três exames a serem feitos pela Fidi na zona sul ficaram abaixo da meta definida em contrato, mas foram remunerados integralmente. São os casos da tomografia - só foram executados 72% da meta -, o ultrassom (74%) e os exames de radiologia, que atingiram a marca mais alta, com execução de 93% do previsto. Nas demais regiões atendidas pela Fidi, os índices de execução de exames variaram entre 78% e 96%. A reportagem tentou localizar representantes da Fidi na noite de ontem, sem sucesso.
Absenteísmo. A assessoria de imprensa da SMS explica, por meio de nota, que o pagamento de um contrato de gestão não está vinculado ao cumprimento de metas individualizadas de serviços. A Fidi, por exemplo, recebe por metas definidas no contrato de gestão.
Segundo a nota, a agenda de exames da OS é mensal, mas, em muitos casos, o paciente não comparece para a sua realização. A SMS afirma que a zona sul é a região da cidade com o maior índice de absenteísmo, sendo 40% em ultrassonografia, 48% em mamografia, 16% em ressonância magnética e 15% em tomografia.
"Há falhas de gestão e de fiscalização, por parte da Prefeitura, nos contratos com as OSs", diz o conselheiro do TCM Maurício Faria.
Até 2009, o pagamento era relacionado ao volume de exames, período em que foi mudado. As OSs, segundo a assessoria, são fiscalizadas por itens que atestam a sua capacidade operacional de realização dos serviços. O próprio TCM é uma das instâncias fiscalizadoras do contrato. O contrato da Fidi com a Prefeitura está sendo auditado pelo TCM por causa de uma representação da vereadora Juliana Cardoso (PT).
Será que essas pessoas que administram esses setores tem algum caso de cancer na família? Fique aqui o meu protesto
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Andre Lessa/AE-18/8/2010
Diagnóstico. Entre os exames estão mamografia e ultrassom
A Fundação Instituto de Pesquisa e Diagnóstico (Fidi) - organização social (OS) ligada à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) - também faz diagnóstico por imagem em outras quatro regiões da cidade: zonas centro, oeste, leste e sudeste. O Tribunal de Contas do Município (TCM), porém, já apontou em auditorias a necessidade de a Prefeitura melhorar a gestão do agendamento de pacientes na zona sul - onde o gargalo é nitidamente maior.
Naquela região, a Fidi presta serviços no Hospital Municipal do Campo Limpo, Centro de Referência de Santo Amaro, Ambulatório de Especialidades do Jardim Pirajussara e Unidade Básica de Saúde Jardim Macedônia.
No ano passado, por exemplo, a OS recebeu recursos para a realização de 27,9 mil exames de mamografia nos quatro centros, meta que estava estabelecida no contrato, mas só conseguiu fazer 16,4 mil exames - 59% do previsto. A situação se repete no caso dos exames de ressonância magnética, cuja previsão era de 10,4 mil exames. Entretanto, só foram feitos 6,8 mil exames (65%). Em todos os casos, a OS foi remunerada pela meta previamente definida. A Fidi recebeu da Prefeitura R$ 14,97 milhões entre fevereiro do ano passado e maio deste ano.
Só no Hospital Campo Limpo, segundo auditoria feita em novembro de 2010 a pedido do TCM, a fila de espera para os exames de mamografia era de 114 dias. Um mapeamento feito pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), a cidade de São Paulo fica em terceiro lugar entre as 27 capitais com maior incidência de câncer de mama em mulheres, com 89,9 casos a cada 100 mil mulheres, atrás de Porto Alegre e Rio .
Outros três exames a serem feitos pela Fidi na zona sul ficaram abaixo da meta definida em contrato, mas foram remunerados integralmente. São os casos da tomografia - só foram executados 72% da meta -, o ultrassom (74%) e os exames de radiologia, que atingiram a marca mais alta, com execução de 93% do previsto. Nas demais regiões atendidas pela Fidi, os índices de execução de exames variaram entre 78% e 96%. A reportagem tentou localizar representantes da Fidi na noite de ontem, sem sucesso.
Absenteísmo. A assessoria de imprensa da SMS explica, por meio de nota, que o pagamento de um contrato de gestão não está vinculado ao cumprimento de metas individualizadas de serviços. A Fidi, por exemplo, recebe por metas definidas no contrato de gestão.
Segundo a nota, a agenda de exames da OS é mensal, mas, em muitos casos, o paciente não comparece para a sua realização. A SMS afirma que a zona sul é a região da cidade com o maior índice de absenteísmo, sendo 40% em ultrassonografia, 48% em mamografia, 16% em ressonância magnética e 15% em tomografia.
"Há falhas de gestão e de fiscalização, por parte da Prefeitura, nos contratos com as OSs", diz o conselheiro do TCM Maurício Faria.
Até 2009, o pagamento era relacionado ao volume de exames, período em que foi mudado. As OSs, segundo a assessoria, são fiscalizadas por itens que atestam a sua capacidade operacional de realização dos serviços. O próprio TCM é uma das instâncias fiscalizadoras do contrato. O contrato da Fidi com a Prefeitura está sendo auditado pelo TCM por causa de uma representação da vereadora Juliana Cardoso (PT).
Será que essas pessoas que administram esses setores tem algum caso de cancer na família? Fique aqui o meu protesto
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
João Paulo
JP, maneira carinhosa que descobrimos de chama-lo, meu querido como sou grata pela sua dedicação, pelo seu carinho. Estou muito orgulhosa de você, pois sei o quanto esta sofrendo, mas sei também o quão forte você é, chorou no momento de maior dor que foi quando junto de mim e do seu pai recebeu o resultado da minha doença, mas levantou a cabeça e começou a luta junto comigo,de subir um degrau por vez. Claro que não podia ser diferente pois você sabe o é que lutar desde que veio ao mundo, venceu todos os médicos e a ciencia para ficar do meu lado, você João é um vencedor!!! Para mim você não cresceu, sempre o protejo evito que sofras, não sei se estou certa ou errada, mas sei o verdadeiro homem que se tornou, quando lhe pedi para fazer meu curativo, pois queria tomar banho e seu pai não estava aqui, perguntei-lhe: Você pode fazer filho? Você disse será que consigo mãe? , então lhe disse claro que sim , e vc valente respondeu então vamos, naquele momento percebi que você cresceu, que ja era quase um médico, parecia que estava vendo seu pai a cuidar de mim, o seu capricho a sua preocupação para eu não sentir dor...., meu filho obrigado por ser meu filho, por me dar a chance de cuidar de você e de te amar tanto, saiba que sempre estarei aqui para te protejer e ajudar no que for preciso, mesmo nas pequenas coisas.Que Deus te ilumine, ilumine as suas mãos, mãos essa que ajudarão milhares de pessoas....Te amo meu tesouro!!!!!
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